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Blog de revlu


Jesus e os Fariseus: formas diferentes de ver a vida


Eu quero compartilhar com vocês, uma porção do livro: “O Jesus que eu nunca conheci” do Phillip Yancey. O Autor sabe apressentar muito bem as nuances da forma escravizante, hipocrita e legalista dos Fariseus em relação a religião, a Deus e ao próximo em contraste com o modo simples, intenso, autêntico e gracioso revelado por Jesus.

Muitos Precisam conhecer este Jesus que tira fardos que sufocam:

 "A sociedade era, realmente, um sistema de castas religiosas com base em degraus para a santidade, e a escrupulosidade dos fariseus reforçava o sistema diariamente. Todas as suas regras de lavar as mãos e de evitar contaminações eram uma tentativa de torná-los aceitáveis a Deus. Deus não estabelecera listas de animais (puros) e indesejáveis (manchados, impuros) para o sacrifício? Deus não havia banido do templo os pecadores, as mulheres menstruadas, os fisicamente deformados e outros “indesejáveis”? A comunidade de Qumran dos essênios adotou uma regra dura: “Nenhum louco, lunático, ignorante, bobo, cego, aleijado, manco, surdo e menor de idade entrará na Comunidade”.

No meio desse sistema de castas religiosas, apareceu Jesus. Para desespero dos fariseus, ele não tinha escrúpulos quanto à socialização com crianças ou pecadores ou até mesmo samaritanos. Ele tocava, ou deixava-se tocar, pelos “impuros”: os que tinham lepra, os deformados, uma mulher com hemorragia, o lunático e o endemoninhado. Embora as leis levíticas prescrevessem um dia de purificação depois de tocar num doente, Jesus realizava curas em massa, nas quais tocava em dezenas de pessoas enfermas; nunca se preocupou com as regras da contaminação depois do contato com os doentes e até mesmo com os mortos.

Utilizando-se de apenas um exemplo das alterações revolucionárias a que Jesus deu início, pense sobre a atitude de Jesus para com as mulheres. Naquele tempo, em cada culto da sinagoga os homens judeus oravam: “Bendito és tu, ó Senhor, que não me fizeste mulher”. As mulheres assentavam-se à parte, não eram consideradas nos quóruns, e raramente aprendiam a Torá. Na vida social, poucas mulheres podiam conversar com os homens fora do ambiente familiar, e uma mulher não podia tocar em nenhum homem alem do seu esposo. Mas Jesus associava-se livremente com as mulheres e ensinava a algumas como a seus discípulos. Com uma mulher samaritana que tivera cinco maridos, Jesus travou conhecimento para dar início a um reavivamento espiritual (notavelmente, começou a conversa pedindo ajuda a ela). A unção de uma prostituta, ele aceitou com gratidão. As mulheres viajavam com seu bando de discípulos, sem dúvida incitando muitos comentários. As mulheres povoaram as parábolas e as ilustrações de Jesus, e ele muitas vezes fez milagres em benefício delas. De acordo com o biblicista Walter Wink, Jesus transgrediu os hábitos do seu tempo em cada simples encontro com mulheres registrado nos quatro evangelhos. De fato, como Paulo diria mais tarde, em Cristo “não há judeu nem grego, não há servo nem livre, não há macho nem fêmea...”.


Naquele que constroi coisas lindas,


Rev. Lú.

 



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 09h49
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Que Pecadores Queremos?

 

Quem me conhece, sabe que sou um leitor ávido do Phillip Yancey. Lendo um dos seus livros: “O Jesus que eu nunca conheci”, me deparei com uma realidade frustrante. A Grande maioria das nossas igrejas não está pronta para receber pecadores. Falo de pecadores muidos pela vida, com histórico de vida suja, etc. Os comportados e e de banho tomado, recebemos de braços abertos, porque pensamos que estes darão menos trabalho.

O Yancey, no livro, reproduz uma história vivenciada por um dos seus amigos : “Uma prostituta veio a ele em situação muito difícil, sem casa, a saúde falhando, sem dinheiro para comprar alimento para a filha de dois anos de idade. Com os olhos cheios de lágrimas, confessou que estivera alugando a filha — de dois anos! — para homens interessados em sexo exótico, para sustentar o seu próprio vício de drogas. Meu amigo mal agüentava ouvir os sórdidos pormenores daquela história. Ele ficou em silêncio, não sabendo o que dizer. Finalmente perguntou se ela já pensara em ir a uma igreja pedir ajuda. “Nunca esquecerei o olhar de puro espanto que se estampou em seu rosto”, ele me contou.

Igreja!”, ela exclamou. “Por que iria a uma igreja? Eles apenas fariam que me sentisse ainda pior do que já me sinto!”


Ele prosegui contantanto a reação de um homem prequentador de sua sala estudo: “ Francamente, identifico-me com a prostituta de Chicago que Philip mencionou. Eu era viciado em drogas, e nem que vivesse um milhão de anos me ocorreria procurar ajuda em uma igreja. Toda terça-feira, entretanto, esta igreja acolhe um grupo de Alcoólatras Anônimos no porão, exatamente onde estamos agora. Comecei freqüentando esse grupo, e depois de um tempo cheguei à conclusão de que uma igreja que acolhe um grupo de AA — catadores de tocos de cigarro, bebedores de restos de café, e outros — não podia ser tão má assim, por isso resolvi visitar um culto.

Eu tinha de contar a vocês, as pessoas do andar de cima, que no princípio me metiam medo. Parecia que vocês estavam inteiros enquanto eu mal me agüentava em pé. As pessoas aqui se vestem simplesmente, eu acho, mas as melhores roupas que já possuí eram jeans e camisetas. Consegui engolir meu orgulho e comecei a freqüentar os cultos de domingo de manhã, além das terças à noite. As pessoas não me evitavam. Estendiam-me a mão. Foi aqui que encontrei Jesus.”


Quando li isto, pensei: O que seria preciso para que a igreja se tornasse um lugar onde prostitutas, cobradores de impostos e até mesmo fariseus cheios de culpa pudessem se reunir alegremente?

Você tem a resposta? Ou melhor, você está disposto a viver a sua resposta?



Naquele que costroi coisas belas,


Rev. Lú



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 13h09
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E se Jesus fosse abortado?

 

O caso da gravidez de uma criança de 9 anos, abusada sexualmente pelo seu padrasto em Recife, trouxe à tona o assunto aborto. Não quero avaliar o mérito do caso em particular, mas creio que principalmente em caso de risco de morte da mãe, como prevê a lei, o aborto é mais que necessário é justificavel. No entanto, quem defente o aborto, nos dias atuais,o faz para legalizar o conceito banal da vida e justificar a irresponsabilidade de lidar com os riscos de uma relação sexual fora dos propósitos divinos.


Fiquei pensando um pouco sobre a possibilidade de Maria ter ficado gravida de Jesus nos dias atuais. Dias, onde se cogita o descartar na lata de lixo, bebês indesejados ou não “planejados”; que encara como motivo suficiente para justificar o aborto de uma vida, o transtorno ou constrangimento que um bebê pode trazer a honra do nome de uma família ou restrinção de projetos da liberdade pessoal.

Nos nossos dias estas vidas que inviabilisam vidas adultas devem ser trituradas ou envenenadas em nome da liberdade e do reparar de erros. Neste contexto, seria extremamente improvável, sob as condições existentes, que Jesus tivesse permissão de nascer. A gravidez de Maria, nas desagradáveis circunstâncias, e com pai desconhecido, teria sido sem dúvida um caso de aborto; e a “conversa” de ter concebido pela intervenção do Espírito Santo teria exigido tratamento psiquiátrico, tornando o argumento a favor da interrupção da gravidez ainda mais forte.

Em resumo, se Jesus nascesse nos nossos dias, viveríamos uma grande contradição! Uma geração precisando de salvação impederia o nascimento do salvador. Jesus seria mais um bebê na lata de lixo. Maria, contudo, cuja maternidade não foi planejada, teve reação diferente. Ouviu o anjo, analisou a repercussão e respondeu: “Eu sou a serva do Senhor. Cumpra-se em mim segundo a tua palavra”. Phillip Yancey afirma, que “com freqüência uma obra de Deus vem com dois gumes, grande alegria e grande sofrimento”. Nessa resposta prosaica Maria abraçou os dois. Foi a primeira pessoa a aceitar Jesus com todas as suas condições, apesar do custo pessoal.


Eu conheço várias pessoas que nasceram, mas,   dentro das justificativas atuais, elas  deveriam ter sido abordadas. Entretanto, lhes permitiram nascer e são alegria e benção para vida de muita gente.

Pense nisso quando quiser defender o aborto, ou se quiser lembre-se de Jesus!

Rev. Lú

 

 



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 18h05
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Queridos,

Ainda esta semana retornarei a  compartilhar, refletir e pensar no meu Blog, que esteve um tanto abandonado. Estou com algumas ideias novas. Esta semana você terá novidades. Obrigado!!



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 12h20
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Últimos Pontos

Quero, neste último texto sobre a viagem a Israel, destacar dois pontos turísticos. Um aponta para vida e outro para a morte. Refiro-me a cidade de Belém e ao Museu do Holocausto. Em Belém Jesus nasceu para bilhões viverem; no Holocausto milhões morreram para que uma nação poder retornar à terra prometida e reviver o estado de Israel.
Belém está, hoje, no Território Palestino e para entrar lá alguns protocolos devem ser seguidos. Ao nos aproximar da cidade, contemplamos o muro que Israel construiu para, segundo Israel afirma, impedir que homens bombas entrem em Israel. É um muro de concreto de aproximadamente 5 ou 6 metros de altura.
O nosso receio era de encontrar uma cidade pobre e perigosa, porém a expectativa foi suplantada pela sensação de tranqüilidade e paz. Nos sentimos seguros e surpresos.
Fomos a um restaurante que oferecia uma comida saborosa e barata. O aspecto do salão era agradável... os banheiros limpíssimos. Depois fomos a uma loja comprar lembranças. Comprei um uma cruz para colocar no meu colar de prata a um preço bem acessível. Depois da terapia, saímos em direção ao único ponto religioso, no que tange ao cristianismo, da cidade. Trata-se da Igreja da Natividade, construída no suposto lugar onde Jesus teria nascido. A descoberta de um mosaico a um metro do piso atual, de um antigo templo que o Imperador Adriano mandou construir no ano 100 da era cristã, sobre o local onde os cristãos do primeiro seculo construíram uma pequena igreja em homenagem ao nascimento de Jesus. Tal descoberta assevera a realidade da locação do nascimento do nosso Senhor.
Hoje a igreja está sob administração da igreja Ortodoxa Russa, mas é um ponto de peregrinação de toda cristandade.
Voltamos no final da tarde para Jerusalém, que está a poucos kms de Belém.
No dia seguinte, partimos cedo para Tela Aviv de onde sairíamos para Roma e de lá para o Brasil. Antes, porém, passamos no Museu do Holocausto. É lugar onde se experimenta fortes emoções. Um arquivo composto por fotos, filmes, documentos, etc, mostra em detalhes todos os horrores da crueldade humana e da humilhação injustificada imposta a um povo. Mesmo contemplando tanta dor e sofrimento, vimos a fidelidade e providência de Deus em cumprir sua palavra, em trazer de volta à Terra Prometida o povo de Israel, que neste ano completou 60 anos da fundação do Estado Judeu.
No dia 3/10 chegamos ao Brasil, cansados, mas felizes que nem pinto no lixo. Deus me deu uma oportunidade maravilhosa de conhecer a terra da história da Bíblia e viver uma história minha pessoal e intransferível, que convido a participar da segunda caravana para Israel em 2009.
No nome daquele que constrói coisas belas, Jesus.
Rev. Lú

Escrito por Rev. Luciano Roberto às 21h55
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Em Jerusalém

Depois do fim de tarde no monte Scorpus, fomos para o hotel. Nos alojamos e jantamos.
Era o ano novo judaico, e um grupo de seis de nós, saiu para dar um “rolé” pelas ruas de Jerusalém. Contentes e sorridentes andávamos pelas ruas e com quem cruzávamos, desejávamos: “Chaná tov vah”, que quer dizer: Feliz ano novo. Como era um dia santo para os judeus, víamos os homens com as vestes pretas, alguns com aqueles chapéus redondos e esquisitos ( quem os usa são judeus ortodoxos descendentes de judeus russos ou polacos). Tiramos fotos, andamos e conversamos. Depois fomos dormir com muita expectativas para o dia seguinte.
Havia chovido a noite, e o dia estava fresquinho. Acomodamos os povo no ônibus, depois de um tempo de terapia ( compras com vendedores ambulantes). Nos dirigimos para o Monte das Oliveiras. Ali vimos de cima o vale de Josafá e o que foi um dia o ribeiro de Cidron.
Depois de uma reflexão sobre alguns eventos relacionados com Jesus naquele Monte (boa parte dele é hoje cemitério de Judeus e muçulmanos). A seguir, descemos por uma rua estreita, a pé, para o Getssêmani e nos deparamos com as oliveiras de troncos robustos, certamente, mudas das oliveiras do tempo de Jesus.
Entramos em um tempo da Igreja Ortodoxa Rusa, na área do Getssêmani. Dali fomos a um lugar reservado para um tempo de oração junto às oliveiras. Depois de um momento de reflexão sobre a experiência de Jesus ao encontrar seus companheiros dormindo. Falei sobre a solidão na oração e da necessidade de se revelar na oração evitando máscaras e dissimulação. De três em três, oramos ao Senhor e vivenciamos um estante de oração inesquecível.
Saímos dali e fomos à Cidade de Davi, que ele tomara dos Jebuseus ( é um achado arqueológico e recentemente aberto ao público). Nos deparamos com soldados armados na entrada (a segurança é total). Foi emocionante ver as muralhas, que davam orgulhos aos Jebuseus e contemplar os ambientes onde Davi morou por anos e anos.
Partimos, dali, para conhecer a Casa de Caifás, para onde Jesus foi levado depois de ser preso no Getssêmani. Naquele local, eu tive um momento especial e dramático. Entrei na prisão subterrânea, onde Jesus fora preso e ali ficou só esperando amanhecer o dia para ser conduzido a Pôncio Pilatos. Pensei na solidão por ele vivenciada naquele lugar, as dores sentidas depois de surrado e esbofeteado. Estava em lugar que meu Senhor ficou preso. A entrada da prisão é por um buraco no teto. Como um bicho Jesus fora colocado ali. Louvei e agrade ci por tão grande amor.
Procuramos um lugar para almoçar e fomos para um Kibuts nas redondezas de Jerusalém. Como era feriado e praticamente todos os restaurantes estavam fechados, tivemos que encarar uma fila enorme de ônibus para estacionar e de gente em um gigantesco salão de refeições para almoçar. Após o almoço, tivemos tempo para mais terapia. Quase que algumas irmãs ficaram nas lojas e o ônibus partia. Passamos pelo campo dos pastores de Belém, onde eles receberam as boas novas de salvação. Depois fomos para o Cenáculo, onde Jesus instituiu a Santa Ceia. Ao lado, descendo uma escada, fomos ao Túmulo do Rei Davi ( Os judeus não queriam que entrássemos, mas o nosso Guia insistiu e conseguimos entrar.
Depois de sair do local do túmulo nos deparamos com o portão de Sião, que está no Monte Sião.
Cansados mas, renovados na fé, voltamos para o hotel para repousar e renovar energias para o dia seguinte. Mas, esta é outra história, que contarei na próxima semana.
Naquele que constrói coisas belas, Jesus!
Rev. Lú


Escrito por Rev. Luciano Roberto às 23h24
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Chegada em Jerusalém

Acordamos mais um dia em Israel para vivermos emoções profundas e únicas. Eram 10 horas da manhã e todos já se encontravam no ônibus. Fizemos uma oração como de costume e partimos do SPA do Mar Morto para conhecer Qumran, local onde foram achados os “Rolos do Mar Morto”, em 1947. Estas Copias comprovam a autenticidade dos livros do Velho Testamento.
Partimos para conhecer Jericó, hoje em poder dos Palestinos, cidade de Zaqueu (Lc. 19) e das muralhas que caíram face o poder de Deus (Josué 6). Sentimos a diferença de pronto. Tivemos que mudar de ônibus (os guias e carros Israelenses não podem entrar em território Palestino). A aparência era deplorável, os bancos eram rasgados, sem ar condicionados.
Passamos pelo posto de controle e vimos casas cravejadas por balas. A pobreza era evidente. Fomos almoçar e depois nos encontramos com o guia, um brasileiro do Maranhão e filho de Palestinos. Vimos as ruínas das muralhas de Jericó subindo de teleférico para, o que eles chamam de , Montanha das Tentações. Teria sido alí que a tentação de Jesus acontecera (Mateus 4). No entanto, não há nenhuma evidência histórica nem bíblica.
O calor era sufocante, mas já estávamos acostumados. Ás 16 horas nos encontramos com o guia Israelense Saulo, perto da fronteira e partimos para Jerusalém, a cidade eterna. São quase 30 Km de viagem. Fomos subindo, Jerusalém está nas montanhas de Judá. Ao nos aproximar, o guia nos apontou Betânia, cidade de Lázaro, Marta e Maria. Ele anunciou: dentro de Alguns momentos entraremos em Jerusalém, a cidade que muitos desejam conhecer, a cidade Real! Passamos pelo Túnel e ao sairmos dele, vimos à esquerda a cidade dourada. Foi uma emoção contagiante. Uns gritava, outros cantavam, outros choravam... Foi um dos pontos altos da viagem.
Nos dirigimos para o monte Scorpus para um momento de louvor, oração e é claro, fotos e filmagens. O sol estava se pondo e seus raios batiam nas pedras que revestem as paredes das casas e dos prédios de Jerusalém, fazendo um show de tonalidades de dourados. O efeito propicia uma cor dourada a cidade.
Ali, olhando para Jerusalém vivenciando duas emoções fortes e antagônicas. Alegria por conhecer Jerusalém, por ver o principal cenário de toda bíblia, realizando um sonho. Por outro lado, uma profunda tristeza, ao lembrar das palavras do meu Senhor Jesus em Mateus 23: 37.
“Jerusalém, Jerusalém...quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como galinha junta os seus pintinhos debaixo das asas e não quisestes!”
Ali mesmo iniciei um poema lamento que termino agora ao contar esta historia.



Jerusalém,
É assim que chamam-te. Amam-te, Porém, não reages. Há trinco de ferro no teu coração.

Jerusalém!
colocastes dor no coração do meu Senhor. Por ti ele chorou, lamentou, contorceu, sofreu, sofreu, sofreu...

Não destes a mínima... fostes perfídia, cruel, indigna de tão grande amor.
Não conheces o amor, Jerusalém! Talvez conheças a paixão, a volúpia, mas o amor não!

Quem te amou não quisestes, nem caso fizestes. Ele te amou como ninguém nunca mais vai te amar.

Antes tivesses respondido o amor, oh, Jerusalém!
Faltou-te coragem ou te faltou amor? Talvez não saibas amar, Jerusalém!
Não quisestes por não poder ou podia mas não quisestes?

Ouço um gemido, ouço um lamento, ouço um silêncio. Porque não respondes Jerusalém? És misteriosa, medrosa, osa, osa osa.

Tinhas medo de ver teus pintinhos desabrigados ou não acreditastes no amor? Nunca te amaram assim, por isso não acreditastes, nem sonhavas ser amada assim!

Jerusalém,
conhecendo o meu Senhor como conheço, digo a você:
Você não sabe quanta coisa ele faria, além do que já fez.
Você não sabe até onde ele chegaria pra lhe fazer feliz.
Você não sabe quanta coisa Ele faria por um sorriso seu.
Você não sabe onde chegaria amor igual ao dele.

Jerusalém,
não correspondestes a este amor. Arrepende-te por não ter amado. Ama, Jerusalém, porque quem ama não tem do que se arrepender!



Rev. Lú (Com todas as licenças: poéticas, métricas, harmônicas e gramaticais)

Escrito por Rev. Luciano Roberto às 14h09
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Da Galiléia ao Mar Morto

Neste dia, saímos cedo, eram 8 horas. Deixávamos a Galileia com um aperto em nossos corações, sentiríamos saudades de tudo que passamos alí.
Margeávamos o Lago de Tiberíades, já a caminho para o Mar Morto, quando chegamos onde acaba o lago e o Rio Jordão segue descendo, como nós, em direção ao Mar salgado, outro nome do referido Mar. Neste instante, o guia nos chamou a atenção para as montanhas à esquerda e disse: “ alí é o Monte de Basã e a outra montanha era parte das terras de Moabe". Lembrei-me das vacas de Basã, mencionadas na Bíblia em Oséias 4:1 e de Rute, a moabita.
Entramos na planície ou vale do rio Jordão, hoje, uma região produtora de uma extensa variedade de frutas. Para todos os lados via-se irrigação, principalmente de Tâmara. Mas, havia também de pêssego, manga, banana... O Jordão abastece e mantém tudo verde. O deserto está florescendo, não restam dúvidas, porém, o Mar Morto está morrendo. A cada ano ele diminui 1 metro. A explicação é matemática, o Rio Jordão é a única fonte de água para o Mar Morto, e como o volume de água tem diminuído,em razão da irrigação praticada em suas margens, o resultado é inevitável... Por isso, estão pensando em fazer um canal do Mar Vermelho até o Mar Morto para ver se se resolve a questão.
A viagem prosseguia e as explicações geográficas e históricas também. O Guia nos mostrou de longe a fonte de Gideão, onde Deus mandou ele selecionar os que bebiam água levando a boca (Juízes 7: 5-8). Foi então que pensei: “ bem que a gente podia conhecer este lugar”. Pois bem, já o incluí no roteiro do próximo ano. Chegamos próximo da fronteira com a Jordânia, onde há grande movimentação militar e paramos para fazer sexta-feira. (Explico: a pronúncia para o dia sexta-feira em Hebraico é “xixi”. O guia brincava alertando: “ não peça, em nenhum lugar, para fazer xixi, pois eles vão ficar confusos e pensarão que você é louco, pois minguem faz sexta-feira. Nós, entre nós, brincávamos, dizendo: “precisamos fazer sexta-feira, hoje, domingo!”. Naquele ponto, encontramos um contingente do Exército de Israel, que gentilmente posou para fotos. As mulheres ficaram afoitas e descontroladas.
Depois, seguimos viagem, e não demorou muito para vermos Jericó a nossa direita. Não resistimos e todos começamos a cantar: “...vem com Josué lutar em Jericó...”. Não seria naquele dia que entraríamos na cidade. Prosseguimos mais um pouco e chegamos a Massada, local onde Herodes , O Grande, construiu um dos seus palácios e onde principalmente, os judeus foram sitiados pelos Romanos depois da destruição de Jerusalém e por fim vencidos em 73 d.C. Para saber mais, acessar: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/massada.html
Tivemos um tempo para conhecer as ruínas do Palácio e saber como os Judeus se refugiaram e sobreviveram, naquele local, ao cerco Romano. Dedicamos um momento para meditar e orar. Foi uma benção! Almoçamos em um restaurante, na base do platô de Massada e fomos para o SPA Moriah, às margens do Mar Morto. Nos acomodamos e eu e outros, como crianças, colocamos roupa de banho e fomos boiar no Mar. Naquela tarde estávamos a mais de 400 metros abaixo do nível do mar. Eu e o Murilo tínhamos feito a barba pela manhã e quando entramos no mar e aquela água hiper salgada tocou nossa pele ficamos fazendo caras de felizes. As pessoas perguntavam se estávamos rindo e nós respondíamos que estava ardendo, mesmo. A cara era de dor.
A estrutura do hotel era maravilhosa. A noite participamos de um bingo do hotel e fizemos outras coisitas mais. A Manhã do dia seguinte foi de mar e água fresca, um período de descanso e mordomia naquele confortável hotel.
Meio dia, saímos do Hotel para mais um dia cheio de atividades. Mas, aí é outra história que contarei depois.
Naquele, que constroi coisas belas, Jesus!
Rev. Lú


Escrito por Rev. Luciano Roberto às 13h39
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Na Galiléia

 

Chegamos em Tiberíades às 18 horas; o sol já se declinava, porém o calor era sufocante. Vimos o renomado Mar da Galiléia, ainda do alto. ( Ele é bem maior do que eu imaginava, mas era como se já o conhecesse). Nos hospedamos no Moriah Hotel e quando fui tomar banho, tive outra grande surpresa, tinha uma vista maravilhosa do Mar da Galiléia do banheiro do meu quarto ( Você sabe o que é tomar banho contemplando aquela beleza natural?) Depois de um Jantar farto com opções variadas de pratos árabes e israelenses saímos para conhecer um pouco a cidade e ligar para o Brasil. Com expectativa, fomos dormir, pensando no dia seguinte e na programação a cumprir. Cansados... dormimos com facilidade.

Fomos acordados com o despertador nos intimando para um dia que seria fantástico. Tomamos café (estava mais para um almoço) e fomos pelos caminhos da Bíblia. O nosso destino primeiro seria o Monte das Bem Aventuranças (Nele Jesus proferiu o Sermão do Monte. Mateus capítulos 5-7). Enquanto nos dirigíamos para lá, ouvíamos do guia: “...aqui, é a entrada de Magdala, cidade onde nasceu Maria Madalena”. Não demorou muito e o guia apontava um caminho na encosta e nos informou : “ Eis, o caminho do mar!” Na profecia de Isaías 9:1 há uma referencia a ele. Esta estrada era importantíssima, ligava o Egito à Babilônia. Conquistadores, comerciantes e Jesus e seus discípulos passaram por ali. Chegar no Monte onde Jesus pregou varias vezes foi emocionante. Nos acomodamos abaixo da sombra de algumas árvores, nos assentando em algumas pedras. Cantamos, oramos e na hora que fui pregar aconteceu algo sensacional. Como, o que tinha a falar se baseava no que Jesus ensinou, no Sermão do Monte, sobre ansiedade, fui logo dizendo: “... quando Jesus usou a figura das aves do céu, queria dizer que elas vivem na dimensão da confiança em um sustento sobrenatural. Por esta razão, elas cantam! Quando ele ensinava os pássaros cantavam, certamente”. Imediatamente, naquele instante, ouvimos um pássaro cantar magistralmente. Todos sorrimos de admiração, não, pela coincidência, pois só acredito nas “Jesuscidências”. Para mim, o sinal era claro, Deus estava ali, usando mais uma vez um pássaro para nos ensinar a viver como tal e dizendo, eu continuo o Deus que sustenta as aves e a vocês que valeis mais que uma ave. Até, então, não tinha ouvido pássaros alí, mas quando eles cantaram percebi que foi para ilustrar a minha mensagem. Creio, que Deus quis dizer: “Eu estou aqui! Aleluia! Saímos dali e fomos para as ruínas de Cafarnaum, cidade de grande importância comercial e quartel general do ministério de Jesus. Fomos as ruínas da casa da sogra de Pedro e entramos nas ruínas da Sinagoga onde Jesus leu Isaías 61 e afirmou que naquela hora se cumpria a profecia lida. Foi uma emoção marcante andar entre as colunas e as paredes onde Jesus esteve. Cafarnaum recebeu uma sentença terrível por ter reagido com incredulidade perante tantos sinais e prodígios operados pelo Senhor Jesus. Preguei uma mensagem dada por Deus naquela hora. Alertei sobre o perigo da incredulidade, que leva a ruína, apontando a fundamentalidade da fé que agrega e preserva a benção de Deus. Saímos dali para conhecer o local onde Jesus realizou a multiplicação dos pães e dos peixes. Um mosaico de peixes e pães, datado do período Bizantino, marcam o local do milagre.

As surpresas estavam só começando. Ajuntamos o grupo e fomos para o barco, que já nos espera para um passeio no Mar da Galiléia. Embarcamos e partimos para uma aventura sem igual. Me sentia como Pedro, Tiago e João no barquinho... olhando a imensidão daquelas águas e as ingrimes montanhas que margeiam as águas. Pensei: “quantas vezes Jesus cruzou aquele mesmo lago? Estávamos nas águas que foram abrandadas. A tempestade se converteu em marola. Dançamos ao som de músicas hebréias e cantamos o Hino Nacional ao hastear a bandeira do Brasil. Os nossos olhares se perdiam olhando o horizonte, imaginando as histórias bíblicas passadas naquele mar e nas cidades que margeavam suas águas. Chegamos ao porto para o almoço, onde seria servido o famoso Peixe de Pedro, uma tilápia típica do Mar da Galiléia. Depois daquele almoço farto e saboroso fomos ao Rio Jordão, onde fizemos uma representação do Batismo, e demos, como Naamã, os sete mergulhos. 2 Reis 5. Queridos, o Espirito Santo foi derramado ali. Muitas emoções, muitas alegrias, foram experimentadas naquele momento. Depois tivemos um momento de terapia (compras e mais compras).

Chegamos ao hotel, por volta das 20 horas, esgotados fisicamente, mas restaurados espiritualmente. Assim terminou mais um dia inesquecível!

No nome daquele que constrói coisas belas, Jesus!

Rev. Lú



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 21h39
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Minhas Peregrinações


A saída de Roma para Tel Aviv foi tranqüila. Uma viagem de três horas e meia - bem menor em comparação com a de SP/Roma feita em onze horas. A adrenalina não me deixou dormir. Então liguei o lep top e fiz algumas anotações. Foi quando vi, inesperadamente as luzes do porto de Tel Aviv. Estávamos chegando a terra que Deus dera a Abrãao, Isaque e Jacó. Quando a aeronave aterrizou, o grupo, como crianças prestes a entrar na disneilândia, batia palmas freneticamente de alegria. Começava ali uma sucessão de grandes emoções, que iria se avolumar e revelar nuances únicas perante cenários reveladores da história bíblica.

Fomos recepcionados em solo pela equipe ( Saulo, o guia e Yuri o motorista), que nos dariam suporte no restante da viagem. Saulo, um sujeito bem humorado, possuidor de um portunhol misturado com um hebraico típico, foi logo dizendo que durante aquela semana seriamos sua família. Por onde íamos, ele dizia: “vamos família!”; “Família, estamos atrasados!” - brasileiro é craque nisso. Ele é um judeu messiânico. Este grupo crer que Jesus é o messias esperado pelos judeus e confessam Jesus como salvador, diferente dos demais judeus que ainda esperam a vinda do messias. Saulo mora em um kibutzs ( fazenda em português) nas imediações de Jerusalém, mais precisamente em Obede-Edom, onde a Arca da Aliança foi deixada por Davi, depois da morte de alguém que a tocou foi fulminado (2Samuel 6:11). Neste kibutzs, os judeus messiânicos vivem em comunidade. Ele nos informou que hoje em Israel existem aproximadamente doze mil judeus messiânicos.

Seguimos para o hotel, às quatro da madrugada. Dormimos pouco, alguns nem dormiram, pois no mesmo dia, às 11horas da manhã partimos para Jope e seu famoso porto, de onde Jonas partiu, em ato de desobediência formal a Deus para Tarsis, e foi interceptado por um grande peixe (Jonas Caps. 1 e 2). A visita principal foi a casa de Simão, o curtidor, que hospedara Pedro (Atos 9:36-46). Naquela casa, Pedro teve uma visão que o fez concluir que Deus não fazia acepção de pessoas (Atos 10:28). Dali Partiu o Apóstolo para Cesaréia, distante 20 Kms, acompanhado de soldados romanos enviados por Cornélio. Pedro prega em Cesaréia na casa de Cornélio e a salvação e o poder do Espírito se revelam sobre os presentes. Cesaréia fora construída por Herodes, o grande ( aquele que mandou matar as crianças). Ele foi um grande construtor. Deixou verdadeiros monumentos faraônicos. Cesaréia é um testemunho desta verdade. Esta cidade se tornou a sede do governo romano em Israel. Todo romano morava alí, dentre eles Pôncio Pilatos.

De Cesaréia partimos para o Monte Carmelo, onde Elias Esteve (1 Reis 18:20). Quando ainda no Brasil, definindo o roteiro, disse a dona da empresa que se não fossemos ao Carmelo a viagem não seria completa. A vida de Elias me impacta profundamente e sua experiencia com Deus no Carmelo é de uma grandeza descomunal.

Ao chegarmos ao cume do Carmelo vimos o grande e fértil Vale de Jesreel, quando me lembrei de várias passagens bíblicas. No entanto, o momento mais emocionante foi quando vi o Mar Mediterrâneo de lá de cima (Algo como: “foi assim como ver o mar...”). A mesma visão que o ajudante de Elias teve quando incumbido de olhar para banda do mar para ver se a chuva já estava se formando. Seis vezes saiu ele de junto de Elias, que estava em uma posição quase fetal em profunda oração para ver se a resposta estava à caminho; na sétima vez viu uma nuvem do tamanho da mão do homem. Eu estava pregando e tendo a mesma visão daquele jovem. Pensava comigo: Foi ali que ele viu a nuvem! Queridos, isto não tem preço. É uma experiencia incomunicável. Louvamos e oramos como Elias e pedimos para que Deus nos desse pequenos sinais como deu a Elias, mesmo que fossem pequenos como a nuvem. A resposta foi outra. Grandes nuvens começaram a se formar e o céu foi tomado. Vimos o Céu do Carmelo preparando para chover e cantamos: Faz chover. Abre as comportas do céu...

Do Carmelo partimos para Galileia para alí dormir, mas aí é outra historia que contarei na próxima oportunidade neste blog.

Naquele que constrói coisas belas, Jesus!

Rev. Lú



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 12h23
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A Viagem
A partida do grupo aconteceu dentro da normalidade. Na chegada em São Paulo algo interessante aconteceu. Um jovem rapaz me parou, antes de chegar na esteira das bagagens, e me interrogou se eu era Pastor. Com a afirmativa ele me entregou um bilhete contando sua história e pedindo que orasse por ele, pois tinha que tomar uma decisão muito importante naquele dia. Ao receber o bilhete, disse-lhe que o colocaria no Muro das Lamentações em Jerusalém. Aproveitei a oportunidade e chamei alguns irmãos e ali mesmo oramos por ele.
Depois do check in, embarcamos no horário estipulado para Roma e depois de uma viagem demorada. mas sem contratempos chegamos em Roma, às 6 horas da manha, depois de 11 horas de viagem. Mesmo quebrados e cansados nos deslocamos para conhecer as Catacumbas de Roma. A Principal delas, a de São Calixto, revelou-nos grandes surpresas. Fomos encaminhados, no tur, por um padre brasileiro falando português ( Detalhe, o tur é feito em italiano ou inglês). O Padre era gente finíssima e deu-nos explicações relevantes , que corroboraram para o ato final, feito por todos nós no último ponto do tur nas Catacumbas. No Brasil, eu havia combinado com o grupo de fazermos o que os nossos irmãos faziam ali quando perseguidos pelo poder romano no segundo século .Na surdina da noite e no silêncio dos mortos, os crentes do segundo século se reuniam mesmo correndo risco de morte e adoravam àquele que havia vencido a morte, A semelhança deles nos apertamos em uma ala da Catacumba e juntos cultuamos ao Deus Vivo e Afirmamos a ressurreição do corpo sobre a morte. Lemos a Palavra de Deus e cantamos: “Ele é o Senhor! Ele é o Senhor! Ressurreto dentre os mortos...” Por fim, oramos agradecendo a promessa da Vida Eterna feita for Jesus e por ter sido alvos do seu amor insondável.
Dali partimos para conhecer a Via Ápia e a Suntuosidade do Vaticano. Lembrei do encontro de Francisco de Assis com o Papa que depois de mostrar o Vaticano para ele fez um comentário: “não podemos mais dizer como os Apóstolos... não temos ouro nem prata. Francisco pensou um pouco e retrucou: “Porem, não podemos dizer, como eles, em nome de Jesus, levanta e anda”.
Nos outros dias em Roma visitamos o Coliseu e Roma antiga, foi uma experiencia incomunicavel. Só vendo! Conhecer a Fontana di Trevi e o Panteon foram pontos altos e especiais, principalmente o Panteon, por ser uma construção monumental do ano 135 d. C e em perfeito estado de conservação.
Assim terminamos a nossa viagem a Itália e partimos para Tel Aviv. Começamos uma nova história marcante e emocionante, que contarei aos poucos durante a viagem se tiver tempo. Algumas fotos colocarei no Orkut!
Naquela que constrói coisas belas, Jesus!
Rev. Lú.

Escrito por Rev. Luciano Roberto às 17h21
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Dois Convites

Marcos 5:1-21



O texto que registra o encontro de Jesus com um Gadareno e com os seus concidadãos é rico em lições e verdades espirituais. Porém, por hora, enfocarei a forma e a diferença dos convites feitos pelas duas partes. O Gadareno pediu para ficar com Jesus (18), enquanto, que os Gadarenos pediram para Jesus se retirar da terra deles (17).

Fiquei a pensar sobre o que motivara estas duas reações ou convites. Percebo que o texto nos dar algumas dicas. A principal razão tem a ver com a noção de ganho ou perda. O gadareno entendeu que o que ele tinha , ou melhor, o que ele não tinha, não se comparava com o que Jesus lhe dera ( salvação, libertação dos grilhões infernais, dignidade, equilíbrio emocional e psíquico, missão...). Quem experimentou o amor gracioso de Jesus e foi alvo da sua bondade despretensiosa, sabe que muito mais Ele fará (Salmo 37:5). No entanto, os Gadarenos, que presenciaram os fatos libertinos na vida daqueles que tivera uma legião de demônios e que era para região uma ameaça à segurança pública, contrariando toda a lógica e os fatos benéficos, não queriam a presença de Jesus entre eles. A razão está no texto (16) e revela a motivação da rejeição à pessoa de Jesus. Na verdade, eles estavam preocupados com o que iriam perder, muito mais do que com o que iriam ganhar. Quando Jesus Permitiu que os demônios entrassem na manada de porcos e estes despencassem ao mar pela fúria maligna, foi motivo de sobra para não quererem tê-lo ente eles. O raciocínio dos gadarenos foi mais financeiro que espiritual. Eles imaginaram como seria se Jesus saísse expulsando demônios e estes entrando nos porcos. Como seria a economia deles?

Quem assim raciocina nunca pode ganhar as bençãos espirituais, pois estas bençãos vêem em decorrência da renûncia e de algumas perdas. Jesus diz que quem quer ganhar uma nova vida tem antes que perder a vida antiga (Mc.8:35). Muitos, infelizmente, querem um Deus que lhes supra financeiramente e emocionalmente, mas que não interfira na liberdade de viverem uma vida conforme o gosto e desejo pessoal. Um Deus que diz o que devemos fazer não dar IBOPE. O importante para estes é ter um “deus” que faça o que eles querem e não estabeleça normas e diretrizes a serem seguidas.

Diariamente pelo mundo, pessoas são confrontadas com a necessidade de posição ao lado de Jesus. E por mais alarmante que possa ser muitos convidam Jesus a se retirar de suas vidas, desprezando a vida e seu amor. Convide Jesus para entrar em sua vida!

No nome daquele que constroi coisas belas

Rev. Lú



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 12h31
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A SEMENTE (Continuação)

A última menção a semente, como recurso de linguagem em Marcos 4, encontra-se dos versículos 30-32. Mais uma vez, a semente é comparada ao Reino de Deus. A mensagem é extraordinária! Pois não associa o Reino a poder e a força. Muito pelo contrário, o reino é apresentado como, em primeiro lugar, sombra ao cansado. A semente germina e cresce e finalmente oferece sombra ao peregrino exposto ao sol causticante e impiedoso. Em segundo lugar, a semente é associada a lugar de acolhimento. As aves do céu podem aninha-se na planta, que antes fôra uma semente. No salmo 84, somos alertados de que Deus é acessível, quando permite que o pardal e a andorinha encontre casa e abrigo para elas no seu templo. Porém o adorador encontrou coisa melhor, os altares de Deus.

O supra sumo da mensagem da parábola é mostrar que a semente tem que virar planta, árvore. No entanto, não se espera dela somente produção, mas, sombra e galhos convidativos para construção de ninhos. O reino de Deus, que a Igreja do Senhor Jesus prega, tem que ter uma mensagem que agrega e não que dispersa. Tem que ser abrigo ao cansado e ferido e não refúgio de legalistas santarrões. As pessoas pecadoras devem ser atraídas pelo aconchego e pela sombra. Isto, sim é ser agente do Reino de Deus. Isto sim é ser igreja.

No nome daquele que constroi coisas belas

Rev. Lú



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 11h30
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A SEMENTE

No último texto, abordei sobre a variedade de solos que fertilizam ou matam a semente. Agora, quero destacar a semente, como figura de linguagem afortunada. Em três momentos no capítulo quatro de Marcos, Jesus usa a figura da semente para aplicar verdades espirituais. A repetição mostra a importância desta imagem.

A primeira, encontra-se na parábola do semeador. (1-20). A semente é nitidamente associada à Palavra de Deus. Esta Palavra tem um poder produtivo fenomenal, mas requer um cuidado especial de cultivo, cuidado e preparo. A Palavra de Deus como a semente deve encontrar corações arados, sem sementes de espinhos que concorrem com o resultado adequado. Aprendemos que o problema de produtividade não está na semente, mas nos solos. O resultado é inevitável, quando guardamos a PALAVRA no coração com humildade, dependência e fé. A produção de sementes resultante, faz-nos lembrar do salmo 126:6 “...voltará com júbilo, trazendo os seus feixes”.

O segundo momento, onde a figura da semente é usada, é na parábola do reino (30-32). A semente, aqui, é comparada ao reino de Deus (Área de domínio de Deus, que se estende sobre o universo, principalmente pela ação da igreja que é agente do mesmo). Jesus quer mostrar que o Reino, que aparentemente se mostra inativo e inexpressivo na verdade está se expandindo e evoluindo. Nós devemos, portanto, aprender a depender de Deus e crer no seu poder.

A primeira lição a ser aprendida é no campo do invisível. Ou melhor, Quando somos chamados a viver pelo que não vemos com os olhos humanos. Mesmo, quando não vemos as coisas acontecerem, Deus está agindo. É isto que Jesus quer dizer quando diz que a semente foi colocada debaixo da terra. Nós não vemos o que está acontecendo embaixo, mas a vida está surgindo; as coisas estão acontecendo.

A segunda lição a ser aprendida tem a ver com a condição de esperar. Ou seja, a paciência é requisitada como irmã da fé. Sem fé e paciência iremos desenterrar a semente e mata-la. Peça a Deus para conceder condição de esperar com paciência e fé como fez Abrão: “... Abrãao esperando contra a esperança creu..” (Rm. 4:18).

No nome daquele que constroi coisas belas

 Rev. Lú

 

 



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 11h29
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RETORNANDO

Estive ausente desde de junho, quando tirei férias. De retorno da viagem, fui engolido por tarefas e compromissos variados que me impossibilitaram a continuidade do estudo no livro de Marcos. Agora, desejo voltar a estudar este testemunho vibrante da história de Jesus com você. É verdade que, por breve tempo. Porque em 22 de setembro, viajo para Roma e Israel liderando um grupo de 30 pessoas e pretendo relatar no meu blog as impressões da viagem à terra que Jesus pisou e onde as histórias do judaísmo e do cristianismo se desenrolaram. Então, até a viagem, pretendo colocar algumas reflexões sobre Marcos à sua disposição.

Conto, portanto, com sua compreensão e desculpas.



Escrito por Rev. Luciano Roberto às 11h25
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